segunda-feira, 29 de abril de 2013

Informação aos Nossos Amigos que nos seguem

Estamos fazendo uma pequena reforma , no blog mais logo estaremos com novidade e mas noticias sobre nossa Nação Jeje Mahih ..... Kolofé

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dias da Semana e Saudações aos Orixás

Dias da Semana e Saudações aos Orixás Dias e Saudações aos Orixás… Umbanda e Camdoblé DIAS DOS ORIXÁS: SEGUNDA – FEIRA * Exu, Pomba Gira, Obaliuaie, Omulu, Pretos Velhos (Iorumá) e almas aflitas TERÇA – FEIRA * Ogum, Boiadeiros e Baianos QUARTA – FEIRA * Xangô e Iansâ QUINTA – FEIRA * Oxossi, Caboclos e Caboclas SEXTA – FEIRA * Oxalá, Almas Santas e Linha da Oriente liderada por São João Batista SÁBADO * Iemanjá, Oxum, Nanã Buruke, Ondinas, Sereias, Caboclas, Iaras e Marinheiros DOMINGO * Iori (Cosme e Damião), Crianças e Ibejadas

sábado, 5 de janeiro de 2013

Maravilhosas Yabas O

Oya , Oxum ,Yemanja , Oba ,Ewa e Nanã

Historias das Yabas

IEMANJÁ, rainha do mar e mãe generosa Ela é a mãe suprema dos orixás. Com carinho, ampara seus filhos queridos. Mas também pode se tornar caprichosa e instável, como as águas do mar. • A HISTÓRIA: cansada de viver com Odudua, pai dos seus dez filhos, Iemanjá resolveu partir para o oeste, à procura de novos horizontes. Lá vivia Okerê, o rei da região, conhecido pela sensatez. Quando viu chegar a bela orixá das águas salgadas, o rei se apaixonou e lhe propôs casamento. Iemanjá aceitou o pedido com uma condição. “Nunca me humilhe pelo tamanho de meus seios. Nunca o perdoarei por isso”, disse ela. Iemanjá tinha vergonha de seus seios grandes, caídos de tanto amamentar. Okerê concordou com a estranha condição e realmente a tratava com amor e respeito. Mas um dia, após se embriagar com vinho de palma, Okerê voltou para casa cambaleante, tropeçou na esposa e a derrubou. Irada, a orixá o chamou de bêbado e imprestável. O rei se esqueceu da sua promessa e gritou: “Quem é você para me dizer isso? Você, uma mulher de seios murchos e caídos? Você, com os peitos trêmulos e balouçantes?” Ofendida, Iemanjá partiu em direção ao mar, onde morava sua mãe, Olukum, a rainha dos oceanos. No caminho, se transformou num rio para desembocar ainda mais rápido no mar. Desesperado, Okerê foi a seu encalço e virou uma montanha, tentando barrar a passagem da esposa. Iemanjá desviou o rio para a direita, para a esquerda, mas não conseguiu passar. Pediu ajuda, então, a seu filho Xangô, o senhor da justiça, que mandou raios e partiu a montanha em duas. Assim, Iemanjá chegou ao mar, onde vive com sua mãe. Seus filhos até hoje lhe mandam presentes no fim do ano para aliviar sua solidão. • CARACTERÍSTICAS: amorosos e dedicados, os filhos e as filhas de Iemanjá fazem tudo por seus companheiros e sua família. São maternais e têm o coração cheio de bons sentimentos. Mas quando se enfurecem não voltam atrás, exatamente como a orixá quando seu esposo quebrou o juramento. Como ela, também são suscetíveis e exigentes.
IANSÃ, a bela guerreira e senhora dos relâmpagos Altiva e impetuosa, Iansã é o símbolo das mulheres temperamentais. Isso se deve a uma estranha característica: durante parte do dia, a orixá se transforma num búfalo selvagem, portanto, também tem uma natureza animal. • A HISTÓRIA: Ogum caçava na savana quando viu um búfalo ao longe correndo em sua direção. Preparou a lança para matar o animal. De repente, o búfalo parou, abaixou a cabeça e começou a se despir de sua própria pele. Saiu uma bela mulher, ricamente vestida com panos coloridos, turbante e pulseiras. A jovem enrolou os chifres e a pele, colocou dentro de um cupinzeiro e partiu para o mercado da aldeia sem perceber que Ogum tinha visto tudo. O senhor da guerra pegou a trouxinha escondida no cupinzeiro e também foi em direção à cidade. Lá, se aproximou de Iansã. Ela era tão sensual que o orixá se apaixonou e a pediu em casamento. Iansã sorriu e recusou. Mas Ogum tinha certeza de que ela cederia. Ao entardecer, a orixá dos raios voltou para procurar sua trouxinha e se transformar novamente em búfalo. Nada encontrando, retornou à aldeia, onde Ogum já a esperava. Furiosa, perguntou por suas coisas. Ogum fingiu inocência. “Não sei do que você está falando”, disse ele. Iansã ficou, então, sem saída. Ela sabia da mentira, mas como não podia fazer nada, entregou os pontos: “Está bem, desisto. Vou casar com você. Mas nunca diga para ninguém que sou também um animal. Esse será nosso segredo”. Ogum concordou e levou Iansã para casa. Ela foi sua primeira mulher e companheira de batalhas. Depois, se tornou a primeira esposa de Xangô. • CARACTERÍSTICAS: as filhas de Iansã são parecidas com ela. Voluntariosas, gostam de tudo a sua maneira. Só se deixam vencer por quem sabe contornar seus ímpetos de fúria, como fez Ogum. Ao mesmo tempo, são mulheres corajosas, sem nenhum medo de lutar contra a injustiça e o preconceito. Como a própria divindade, metade animal, metade gente, os filhos de Iansã se consideram pessoas incomuns.
OXUM, senhora dos rios, do amor e da riqueza Os mitos sobre ela falam tanto de beleza, riqueza e sensualidade quanto de sua incomparável inteligência e senso de humor. • A HISTÓRIA: quando Xangô, marido de Oxum, trouxe a valente Obá para casa como sua terceira esposa, ela quase morreu de ciúmes. Logo se tornaram rivais. Tentando imitar o refinamento de Oxum, Obá espreitava na cozinha para descobrir os segredos das receitas que ela fazia para Xangô e, assim, surpreender o marido com as iguarias criadas pela outra. Louca da vida com a espiã, Oxum preparou uma armadilha. Escondeu suas orelhas sob um lenço e começou a cozinhar uma cheirosa sopa em que boiavam dois grandes cogumelos. Como quem não quer nada, Obá perguntou o que Oxum fazia. Ela deu a entender que, por amor, havia cortado as próprias orelhas para fazer o prato preferido do marido, uma sopa afrodisíaca. Quando Xangô chegou, devorou a saborosa sopa de cogumelos e logo levou Oxum para o quarto. No dia seguinte, Obá resolveu fazer a mesma coisa. Cortou uma de suas orelhas e fez um cozido. Quando chegou em casa e viu aquela comida horripilante, Xangô jogou o prato e repreendeu a esposa. Vitoriosa, Oxum desamarrou o lenço e Obá viu que ela ainda estava com as orelhas. Cheia de fúria, Obá avançou em direção a Oxum e as duas se engalfinharam. Até hoje, quando as filhas-de-santo incorporam Oxum e Obá nos terreiros, elas não podem ficar juntas. • CARACTERÍSTICAS: sensuais e vaidosas, as filhas de Oxum também são inteligentes. Nessa história, fica mais evidente a opção do orixá pela astúcia e pela estratégia, em vez do confronto direto. Na África se diz que Oxum é sinuosa e surpreendente como o leito de um rio.
OBÁ, a valente lutadora das aldeias Corajosa e cheia de vigor, Obá era tão boa de briga que decidiu se profissionalizar: ganhava a vida lutando como pugilista de aldeia em aldeia. • A HISTÓRIA: Obá derrotava todos os que a desafiavam – homens, mulheres e orixás. Derrubou Obatalá, o criador, tirou Oxóssi de combate e botou Exu para correr. Até que chegou o dia da luta com a mais temível das divindades: Ogum. Previdente, o senhor da guerra foi consultar o oráculo da cidade de Ifá. Os adivinhos aconselharam a fazer oferendas de espigas de milho socadas no pilão junto com quiabo. Assim ele seria abençoado e sairia vitorioso. Então, Ogum espalhou a oferenda viscosa num dos cantos do terreiro. Na hora do encontro, a lutadora disse: “Chegou o momento de nos enfrentarmos”. E se posicionou para o embate. Ogum começou a lutar e, como sempre, Obá parecia estar vencendo. Aos poucos, o guerreiro empurrou-a para o lado do terreiro onde se espalhava a oferenda. Lá, Obá pisou na massa viscosa e escorregou. Ogum aproveitou a queda da lutadora, arrancou seus panos e a possuiu. Dessa maneira, se tornou seu primeiro marido e grande amor. • CARACTERÍSTICAS: Obá é o protótipo das mulheres batalhadoras, que sabem enfrentar com garra os desafios. Habitualmente, seus filhos não têm tempo ou interesse em coisas muito sofisticadas, a não ser que isso propicie a conquista de algo ou alguém. Embora valentes, são um pouco ingênuos, sendo quase sempre derrotados pela astúcia dos outros. A persistência é sua melhor arma.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Mensagens de Preto Velho
A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela representa o espírito de humildade, de serenidade e de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente. “Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS” (Pai Cipriano). EIS AQUI, COMO EXEMPLO, O NOME DE ALGUNS PRETOS-VELHOS: Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D’Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D’Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.
Filhos do Axé Oloja Ekedy Patricia d'Iemanja com a Oya Togum da Yao Juliana
Filhos da casa Jeje Olojá Saida de Yao de Juliana de Oya togum

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

mais fotos

Mãe de santoEvandra de Obá com a mestra Maria do Bagaço e ao fundo seu filho Rodrigo com a mestra Paulina

Alagbe Orlando de Airá com seu filho Otavio

fotos quilombolas

mae de santo e seu filho de oxalá trabalhando no rio
Manifestação de matrizes africanas em Campinas São Paulo
Jongo Dito Ribeiro

QUILOMBO OLOJÁ : Trabalhos espirituais no terreiro de umbanda e mes...

QUILOMBO OLOJÁ : Trabalhos espirituais no terreiro de umbanda e mes...: toda segunda feira: particulares com entidades R$20,00 toda sexta feira: giras com as sete linhas da umbanda e mestria todas as tardes:jog...

Trabalhos espirituais no terreiro de umbanda e mestria de jurema axé Oba Olojá

toda segunda feira: particulares com entidades R$20,00
toda sexta feira: giras com as sete linhas da umbanda e mestria
todas as tardes:jogo de buzios:R$70,00
atendimento cigano:R$50,00

favor agendar os particulares e jogo de buzios no telefone
19 32084457
19 30146265
aos cuidados de Patricia

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A violência contra os negros


Jovens negros morrem mais por violência do que brancos, diz Ipea

Há mais mulheres negras morando sozinhas com filhos do que brancas.
Levantamento utilizou dados do IBGE e do Ministério da Saúde.

Do G1, em São Paulo
O levantamento "Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira", divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que a população que se autodenomina negra é majoritária no Brasil, mas que também é mais jovem, tem mais filhos e está mais exposta à mortalidade por violência do que a população branca. A pesquisa utilizou dados de diversos levantamentos anteriores, como o Censo 2010 do IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009 do IBGE e o Sistema de Informação sobre a Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde de 2001 e 2007.
Segundo o Ipea, dentre os fatores que fizeram a população negra chegar a 97 milhões de negros, conforme o Censo 2010 do IBGE, em relação a 91 milhões de brancos, estão a maior fecundidade entre os negros e o maior envelhecimento dentre os brancos, provocando o aumento das mortes dentre os brancos idosos. A proporção de negros com 60 anos ou mais no total da sua população é de 9,7%, enquanto que a de brancos chega a 13,1%.

A pesquisa apontou que o percentual de negros mortos, com idades entre 15 e 29 anos, é maior do que o de brancos. A faixa etária representa quase 10% dentre as mortes anuais de homens negros, enquanto que esse número não chega a 4% para os brancos. Os pesquisadores do Ipea entenderam que os jovens negros morrem mais por estarem mais expostos à violência. Isso porque “causas externas”, como assassinatos e acidentes, é o segundo motivo que mais mata pessoas do sexo masculino entre os negros, conforme dados do SIM de 2007.

Nas duas raças, a principal causa de óbitos são as doenças do aparelho circulatório – cerca de 28,5% dentre as mortes do sexo masculino na população branca e 25%, na negra. As causas externas - assassinatos e acidentes - estão em segundo lugar entre o que mais mata homens negros, representando 24,3% do total dos óbitos. Entre os homens brancos, representa 14,1% das mortes e vem em terceiro lugar. Entre os homens brancos, colocam-se em segundo lugar as mortes causadas por neoplasias (17,3%), que são a terceira causa de óbito entre a população negra.

Quando o Ipea analisou separadamente as causas externas que provocam as mortes da população, percebeu que os homicídios correspondem a aproximadamente 50% dos óbitos entre os homens na população negra, tanto nos levantamentos do Ministério da Saúde de 2001 quanto de 2007. Entre a população branca, apesar de a violência ser a principal causa das mortes de homens em 2001 (35,3%), o número caiu em 2007 para cerca de 30%, sendo superado pelos acidentes de trânsito (cerca de 35%).

Estrutura familiar
O Ipea apontou que, conforme dados do PNAD de 2009, 63,8% das famílias, independentemente da raça, são formadas por casais com filhos. Dentre as famílias formadas por pessoas brancas, 12,5% são de casais sem filhos e 4,6%, de mulheres sozinhas. Avaliando-se as famílias negras, os índices ficam em 9,5% e 3,7%, respectivamente.
E há mais mulheres sozinhas morando com os filhos dentre os negros: elas representam 17,7% do total da estrutura familiar de sua raça no país. Dentre as famílias brancas, elas são 14,3%.

A análise percebeu aumento da contribuição das mulheres nas rendas das famílias, o que ocorreu nos dois grupos populacionais, conforme comparação entre os dados do PNAD de 1999 e 2009. Entre as brancas, essa participação passou de 32,3% para 36,1% e entre as negras, o aumento foi de 24,3% para 28,5%.

Também aumentou a proporção de mulheres negras ocupadas que se dedicavam aos afazeres domésticos em 2009 – elas representavam 91% do total. Um número semelhante de mulheres brancas que trabalham cuidam do lar: são 88,1%. Dentre os homens, a situação se inverte. São os brancos que ajudam mais no trabalho de casa (50,6%), contra 48,5% dos maridos negros.

Envelhecimento
Conforme o Ipea, a população de negros com 60 anos ou mais no total da população representa 9,7% dentre os negros e 13,1% entre os brancos. Na população idosa negra, a cada 100 mulheres, já 88 homens. Já entre os brancos, a relação apontada foi de 75 homens para cada 100 mulheres.

Apesar de não estar envelhecendo tão rapidamente quanto os brancos, os negros conseguiram aumentar sua participação no recebimento monetário de seguridade social. Em 2009, pelo menos 77,3% da população negra tinha direito a benefício – dentre os brancos, a abrangência é de 78,3%, chegando a um total de 16,6 milhões de idosos.
Três cidades da Região do Entorno do DF estão na lista das cidades mais violentas do Brasil: Luziânia, Águas Lindas de Goiás e Valparaíso. Pesquisas mostram que os negros morrem mais que os brancos.

Morrem duas vezes e meia mais negros do que brancos no Brasil

Data: 29/11/2012 - SEPPIR PR
Os números foram apresentados por Julio Jacobo, autor do Mapa da violência 2012: A Cor dos Homicídios do Brasil, durante o lançamento hoje (29), na SEPPIR. Segundo ele, se somados apenas os homicídios de negros é possível colocar o país no 4º lugar do ranking mundial de violência
Os dados são do  Mapa da Violência 2012: A Cor dos Homicídios no Brasil lançado hoje (29) naSeppir, em Brasília. A cada dado apresentado pelo autor da pesquisa, Julio Jacobo, do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (CEBELA) fica claro que a violência letal no país tem prioritariamente a cor negra.  No período de 2002 a 2010 houve uma redução de 25,5% de homicídios de pessoas brancas, já entre os negros houve aumento de 29,8%.
Em 2010, por exemplo, 14.047 brancos foram assassinados, contra 34.983 negros. Se levada em consideração a idade, a diferença é ainda maior: nesse mesmo ano, enquanto a taxa de homicídio do total da população negra foi de 36,0, a dos jovens negros foi o dobro, 72,0.
Comparando todo o período que compreende a pesquisa, percebe-se que, proporcionalmente, morrem duas vezes e meia mais jovens negros que brancos. Em oito anos, a taxa de homicídios de jovens negros, que era de 71,7%, passou para 153,9%.
Segundo a ministra da Igualdade Racial, a estatística é importante para subsidiar políticas públicas e reverter esse quadro. “São dados que precisamos conhecer, abraçar e enfrentar”, afirmou a chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). A constatação foi reafirmada pelo secretário executivo da pasta, Mario Theodoro. De acordo com ele, são essas informações que têm balizado as ações do governo federal, como o Plano de Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra, o Juventude Viva, lançado em setembro em Alagoas e que deve ser expandido para cinco Estados em 2013. 
De acordo com o autor da pesquisa, os altos índices estão se tornando naturais e a educação é a principal alternativa para alterar esse quadro. Ele explicou que o número de negros matriculados no Ensino Médio tem diminuído e que atualmente oito milhões de meninos negros não estudam e nem trabalham, por isso, é preciso fazer políticas públicas de incorporação de jovens nas escolas.  “O custo da violência é muito maior do que o da educação”, observou.
O Mapa é uma realização do o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos - CEBELA e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - FLACSO em conjunto com a SEPPIR. Esse é o 20º relatório, porém, é o primeiro com recorte racial. Os dados que basearam o estudo foram retirados dos Censos Demográficos, das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).
Faça o download do mapa no site www.mapadaviolencia.org.br

20/11/2007 - 01h52

Negros morrem mais de homicídio; brancos, de doença

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da Folha de S.Paulo
Hoje na FolhaAssim como indicadores de renda e escolaridade, o padrão de mortalidade também reflete a desigualdade racial no Brasil, de acordo com estudo feito por pesquisadores da UFRJ e divulgado em matéria de Antônio Gois, naFolha de S.Paulo (disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo o trabalho dos pesquisadores Marcelo Paixão e Luiz Carvano, desenvolvido entre 1999 e 2005, as principais causas de mortalidade de homens negros são externas, como homicídios. Já os brancos morrem mais por doenças.
Desde 1999, as taxas de morte por homicídios, HIV e tuberculose caíram em ambos os grupos, mas mais entre os brancos, conforme os dados do SUS (Sistema Único de Saúde) em que o estudo se baseou. A mortalidade de negras por problemas no parto supera a das brancas.
O percentual de mortes por causas mal definidas, indicador de atendimento médico mais precário, também é maior entre negros.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br

A violência contra jovens negros no Brasil

por Paulo Ramos

A cada nova divulgação dos dados sobre homicídios no Brasil a mesma informação é dada: morrem por homicídio, proporcionalmente, mais jovens negros do que jovens brancos no país. Além disso, vem se confirmando que a tendência é um crescimento desta desigualdade nas mortes por homicídios.
Foto: Luliexperiment/Flickr
O diagnóstico produzido pelo Governo Federal apresentado ao Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE mostra vetores importantes desta realidade, para além dos socioeconômicos: a condição geracional e a condição racial dos vitimizados.Em 2010, morreram no Brasil 49.932 pessoas vítimas de homicídio, ou seja, 26,2 a cada 100 mil habitantes. 70,6% das vítimas eram negras. Em 2010, 26.854 jovens entre 15 e 29 foram vítimas de homicídio, ou seja, 53,5% do total; 74,6% dos jovens assassinados eram negros e 91,3% das vítimas de homicídio eram do sexo masculino. Já as vítimas jovens (ente 15 e 29 anos) correspondem a 53% do total e a diferença entre jovens brancos e negros salta de 4.807 para 12.190 homicídios, entre 2000 e 2009. Os dados foram recolhidos do DataSUS/Ministério da Saúde e do Mapa da Violência 2011.
Podemos dizer que este tema entrou na cena pública, quando, em 2007, o Fórum Nacional da Juventude Negra – FONAJUNE lançou a campanha nacional “Contra o Genocídio da Juventude Negra”. Em 2008, foi realizada a 1ª. Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, e das 22 prioridades eleitas nesta CNPPJ, a proposta mais votada foi a indicada pela juventude negra que tematizava justamente os homicídios de jovens negros.
Depois de passar CONJUVE, o tema foiabsorvido pelo Executivo, no final de 2010, através da Secretaria de Políticas de Igualdade Racial – SEPPIR, com a realização de uma oficina chamada “Combate à mortalidade da juventude negra”.Com a sucessão presidencial, a pauta – deixada de lado pela SEPPIR, em 2011 – foi reincorporada pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), ligada à Secretaria Geral da Presidência da República-SG/PR, em meados de 2011. A SNJ sugeriu que o Fórum Direitos e Cidadania (coordenado pela SG/PR), que reúne os principais ministérios ligados ao tema, tomasse para si a questão. Foi o que aconteceu, a partir da criação de uma Sala de Situação da Juventude Negra dentro do Fórum. A partir daí desencadeou-se uma agenda nos moldes participativos para o desenvolvimento de propostas que agissem pela redução da violência contra a juventude negra.
Problema velho, soluções inovadoras
Esta pauta, de início, podemos sugerir que possui um caráter especialmente participativo. Pois inicia-se com uma Conferência de participação social e passa a ser discutido pelo Conjuve. Depois, quando chega ao executivo, mantém este formato de discussão.
O problema a ser enfrentado é bem complexo. Até hoje algumas iniciativas que dialogam com este público de juventude negra. Entretanto, existe uma dissonância entre elementos fundamentais para o êxito de uma ação que vise combater os homicídios de jovens negros. Para estas políticas, quando há orçamento, não há reconhecimento de diferenças; quando o projeto aborda a juventude negra, não há recursos. E quando há reconhecimento com recursos, não existe foco nos jovens mais vulneráveis.
Assim, esta agenda deve ser trabalhada pelo poder público a partir de duas concepções distintas de políticas públicas e a partir de uma noção convergente de direitos, pois o direito à vida de certa juventude (a juventude negra) e elaborada a partir do reconhecimento dediferenças. Mas que o Estado Brasileiro através de seus quadros burocráticos, muitas vezes reluta em fazê-lo.
Uma delas a chamada transversalidade, que defende que as políticas públicas devem ser caracterizadas pelas dimensões que se pretendem reconhecer (racialmente, por gênero etc.). A outra maneira pela qual as políticas setoriais vêm sendo tratadas é pela ação afirmativa. Esta defende que é preciso criar políticas emergenciais, combinas às estruturantes para públicos específicos (negros, jovens, mulheres).
As políticas chamadas transversais carregam consigo um dilema sobre a sua autoria. Se elas devem estar em todos os campos da ação pública, quem tem o dever de realizá-las? De quem é a responsabilidade de resolver o problema dos homicídios dos jovens negros no interior de um governo? A Secretaria Nacional de Juventude, A Secretaria de Políticas de Igualdade Racial? A Secretaria de Segurança Pública?
Mas o outro lado deste assunto é que ele mostra que ações relacionadas a este tema podem partir de outros atores que não apenas o Ministério da Justiça e que o tema dos homicídios é apropriado por outros setores da sociedade e do Estado que não são os tradicionalmente ligados ao tema.
Entretanto, antes que um ou outro ministério assuma esta tarefa, é necessário ultrapassar uma barreira que muito se vê Brasil a fora:  deve-se fincar as ações de promoção de direitos e tratar o seu público “alvo” desta vez como sujeito de direitos e não como “jovens problemas”. Isso é uma tendência que os setores organizados da sociedade civil vêm defendendo, há anos, e que agora devem chegar às políticas que ligam juventude à violência. Do que decorrerá outro ponto inovador: os jovens são tratados com vítimas e não mais como os vitimizadores.
Acredito ser este um bom exemplo de como a participação social e a abertura do processo de elaboração política para diversos setores da sociedade apontam para a criação de políticas que atendam ao reconhecimento e promoção de novos direitos, com o surgimento de novos arranjos institucionais. Ainda que os problemas sejam tão antigos.



Paulo Ramos, 31, é especialista em análise política pela UnB e mestrando em sociologia pela Universidade Federal de São Carlos. Foi consultor da UNESCO e da Fundação Perseu Abramo para o tema das relações raciais e de juventude.

Patrimônios da humanidade


Frevo é aprovado como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade
quinta-feira by Ascom
A candidatura do Frevo – Expressão Artística do Carnaval do Recife foi aprovada como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade durante a 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) , na última quarta-feira (5).
A ministra da Cultura, Marta Suplicy,  a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado e autoridades brasileiras estiveram presentes na solenidade. Suplicy comemorou o resultado: “É extremamente importante a escolha do frevo. Ele é uma força viva. Para nós, o frevo junta dança, música, artesanato. É um enorme orgulho, ter todas estas capacidades reconhecidas.”. A ministra ressaltou, também, que “ter essa possibilidade de reconhecimento em nível internacional, ajuda manter e preservar nossa riqueza”.
Jurema Machado explicou que o frevo foi inscrito pelo Iphan no Livro de Registro das Formas de Expressão, em fevereiro de 2007. Esse é o primeiro passo para todo o trâmite que se encerrou com a aprovação do frevo como Patrimônio Imaterial da Humanidade no dia de hoje: “Toda tramitação de candidatura é baseada na convenção existente, um conjunto de normas divididas em categorias. O país interessado prepara um dossiê dentro das regras, há uma análise técnica por órgãos que assessoram a Unesco, depois vai à plenária para votação”. “O reconhecimento sempre dá maior visibilidade e salvaguarda de proteção para os bens, tanto nacional quanto internacionalmente.” completou Jurema.
De acordo com a Unesco, essa categoria “refere-se a práticas e expressões transmitidas de geração em geração tais como tradições orais, artes performáticas, práticas sociais, rituais e eventos festivos”.
Ritmo típico do carnaval - É uma forma de expressão musical, coreográfica e poética, enraizada no Recife e em Olinda, no Estado de Pernambuco. Trata-se de um gênero musical urbano que surgiu no final do século XIX, no carnaval, em um momento de transição e efervescência social como uma forma de expressão popular nessas cidades. O frevo é formado pela grande mescla de gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato. É uma das mais ricas expressões da inventividade e capacidade de realização popular na cultura brasileira. Possui a capacidade de promover a criatividade humana e também o respeito à diversidade cultural. As bandas militares e suas rivalidades, os escravos recém-libertos, os capoeiras, a nova classe operária e os novos espaços urbanos foram elementos definidores da configuração do frevo. Do repertório eclético das bandas de música, composto por variados estilos musicais, resultaram suas três modalidades, ainda vigentes: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção. Desde suas origens, o frevo expressa protesto político e crítica social em forma de música, dança e poesia, constituindo-se em símbolo de resistência da cultura pernambucana e expressão significativa da diversidade cultural brasileira.
O frevo se concentra nos bairros centrais do Recife (considerados o território embrionário do frevo), no Sítio Histórico de Olinda e bairros olindenses de Águas Compridas, Bairro Novo, Caixa D’água, Jardim Atlântico e Peixinhos. O frevo ocorre, também, em outras cidades brasileiras: Brasília, Campina Grande, João Pessoa, Maceió, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
Outros - A cerâmica de Botsuana, o artesanato indonésio, a confecção de tapetes tradicionais no Quirguistão e a música e dança de pessoas do povo Busoga, em Uganda, são também os novos elementos adicionados à Lista de Patrimônio Cultural Imaterial em Necessidade de Salvaguarda Urgente.
Segundo a Unesco, a importância do patrimônio cultural imaterial não é a manifestação cultural em si, mas “a riqueza de conhecimentos e competências que são transmitidos através dele de uma geração para a outra.”
A habilidade para a confecção de cerâmica de barro no Distrito Kgatleng, em Botsuana, por exemplo, está em risco de extinção em razão da diminuição do número de mestre oleiros, dos preços baixos para produtos acabados e do uso crescente de recipientes produzidos em massa. Da mesma forma, as bolsas de tecidos criados pelo povo Papua da Indonésia enfrenta uma forte concorrência a partir das bolsas fabricadas industrialmente.
No Quirguistão, a tradicional arte de confecção de tapetes de feltro também corre o risco de desaparecer uma vez que a empresa comunitária, frequentemente liderada por mulheres em comunidades rurais e de montanha, lamenta a diminuição do número de praticantes e a falta de salvaguarda governamental. A Bigwala, música e dança tradicional do Reino Busoga, em Uganda, também enfrenta uma ameaça à sua sobrevivência, com apenas quatro mestres mais velhos que ainda a praticam.
Antes do término da sessão atual, na sexta-feira (7), os especialistas deverão avaliar ainda outras duas indicações – da China e do México – para possível inclusão na lista de patrimônio imaterial.

Mãe da casa jeje Olojá

ong

está em processo de criação a ong vinculada ao quilombo olojá

vida quilombola










Introdução

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Símbolos do Kwanzaa
No final de dezembro, a época de festas está a todo vapor. Os cristãos celebram o Natal, que comemora o nascimento de Jesus. Os judeus celebram o Chanucá, que celebra a recuperação de seu templo sagrado em Jerusalém. Esses feriados são celebrações cheias de alegria em que as famílias e os amigos se juntam para compartilhar comida e presentes.
As pessoas de descendência africana têm sua própria celebração de dezembro, em que elas se juntam com os entes queridos para reafirmar os elos com a família e a cultura e também para compartilhar a comida e trocar presentes. Ela é chamada de Kwanzaa, e, embora seja relativamente nova se comparada com os outros feriados, ela se tornou um importante aspecto da prática da cultura africana nos outros continentes.
Neste artigo, vamos conhecer as raízes do Kwanzaa, descobrir o significado de seus símbolos e aprender sobre as tradições únicas que dão existência a essa celebração.
O que é Kwanzaa?

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Selo emitido pelo governo dos Estados Unidos em 1997 em homenagem
ao Kwanzaa
Kwanzaa é um feriado pan-africano, o que significa que ele foi concebido para unir as pessoas de descendência africana de todos os lugares do mundo. Ele vai de 26 de dezembro a de janeiro. Diferente do Natal e do Chanucá, que são feriados religiosos, o Kwanzaa é um feriado cultural (na verdade, muitas pessoas comemoram o Kwanzaa e o Natal). Durante ossete dias, descendentes de africanos se juntam para celebrar a família, a comunidade, a cultura e os elos que os unem como povo. Eles também relembram sua herança, agradecem pelas coisas boas que têm e exultam a bondade da vida.
O sete é um tema importante do Kwanzaa. O feriado dura sete dias, um dia para cada um dos sete princípios. Há sete símbolos básicos usados na cerimônia do Kwanzaa (um deles são as sete velas) e cada símbolo se une a um ou mais dos sete princípios.
A história do Kwanzaa
Como o Kwanzaa
obteve esse nome

Existe uma história que é mais ou menos assim: durante uma das primeiras celebrações do Kwanzaa, havia um cortejo de crianças. Cada uma das seis crianças segurava uma das letras da palavra "Kwanza", que é como se escrevia o nome do feriado. Mas uma sétima criança, sem letra para segurar, começou a chorar. Alguém do evento deu à criança uma letra "a" a mais, e o feriado então foi renomeado como "Kwanzaa".
Embora o Kwanzaa tenha começado há poucas décadas, suas raízes vêm das antigas celebrações africanas da colheita. O nome "Kwanzaa" vem da frase do indioma bantu em Swahili, "matunda ya kwanza," que significa "os primeiros frutos". Muitas das celebrações dos primeiros frutos, como, por exemplo, o Umkhost de Zululand na África do Sul, também tinham duração de sete dias.
O Kwanzaa foi uma criação do Dr. Maulana Karenga, professor e diretor do Departamento de Estudos Negros da Universidade do Estado da Califórnia (em inglês) e ex-ativista dos direitos civis. Ele apresentou o Kwanzaa em 1966, uma época em que os afro-americanos lutavam por direitos iguais, como meio de ajudá-los a se conectarem com os valores e tradições africanas. O Dr. Karenga também quis que o Kwanzaa servisse como um elo para unificar os afro-americanos como comunidade e como povo. Ele escolheu as datas de 26 de dezembro a 1º de janeiro para coincidir com os feriados judeu e cristão, que já são uma época de celebração. E escolheu um nome que vem do idioma Swahili porque ele é falado por um grande número de pessoas no leste africano.
Na época das celebrações da colheita, os africanos se juntavam para celebrar suas safras e reafirmar seus elos como comunidade. Eles ofereciam graças ao seu criador por uma colheita generosa e uma vida plena. Eles honravam seus ancestrais e reafirmavam seu compromisso com sua herança cultural e também celebravam sua cultura e sua comunidade. Os ideias da colheita inspiraram o Dr. Karenga a criar os Sete Princípios do Kwanzaa.

Os sete princípios do Kwanzaa
O Kwanzaa está centrado nos sete princípios, Nguzo Saba (En-GOO-zoh Sah-BAH), que representa os valores da família, da comunidade e da cultura para os africanos e para os descendentes de africanos. Os princípios foram desenvolvidos pelo fundador do Kwanzaa, Dr. Maulana Karenga, baseados nos ideais das colheitas dos primeiros frutos.
Os princípios são:
  • umoja (oo-MOE-jah): união
    Estar unido como família, comunidade e raça;
  • kujichagulia (koo-jee-cha-goo-LEE-ah): auto-determinação
    Responsabilidade em relação a seu próprio futuro;
  • ujima (oo-JEE-mah): trabalho coletivo e responsabilidade
    Construir juntos a comunidade e resolver quaisquer problemas como um grupo;
  • ujamaa (oo-JAH-mah): economia cooperativa
    A construção e os ganhos da comunidade através de suas próprias atividades;
  • nia (nee-AH): propósito
    O objetivo de trabalho em grupo para construir a comunidade e expandir a cultura africana;
  • kuumba (koo-OOM-bah): criatividade
    Usar novas idéias para criar uma comunidade mais bonita e mais bem-sucedida;
  • imani (ee-MAH-nee): 
    Honrar os ancestrais, as tradições e os líderes africanos e celebrar os triunfos do passado sobre as adversidades.
Durante as festividades do Kwanzaa, os princípios são ilustrados por sete símbolos

Os sete símbolos do Kwanzaa

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Kinara, Mishumaa e Kikombe cha Umoja
Sete símbolos são exibidos durante a cerimônia do Kwanzaa para representar os sete princípios da cultura e da comunidade africana.
  • Mkeka (M-kay-cah): é a esteira (geralmente feita de palha, e que também pode ser feita de tecido ou papel) sobre a qual todos os outros símbolos do Kwanzaa são colocados. A esteira representa a base das tradições africanas e da história .
  • Mazao (Maah-zow): as safras, frutas e vegetais representam as celebrações da colheita africanas e mostram respeito pelas pessoas que trabalharam no cultivo.
  • Kinara (Kee-nah-rah): o candelabro representa a base original da qual todos os ancestrais africanos vieram e contém sete velas.
  • Mishumaa (Mee-shoo-maah): nas sete velas, cada uma representa um dos sete princípios. As velas são vermelhas, verdes e pretas, cores que simbolizam o povo africano e sua luta.
  • Muhindi (Moo-heen-dee): o milho representa as crianças africanas e a promessa de futuro para elas. Um sabugo de milho é colocado para cada criança da família. Em um família sem crianças, um sabugo de milho é colocado simbolicamente para representar as crianças da comunidade.
  • Kikombe cha Umoja (Kee-com-bay chah-oo-moe-jah): a Taça da União simboliza o primeiro princípio do Kwanzaa, ou seja, a união da família e do povo africano. A taça é usada para derramar a libação (água, suco ou vinho) para a família e os amigos.
  • Zawadi (Sah-wah-dee): os presentes representam o trabalho dos pais e a recompensa para seus filhos. Os presentes são dados para educar e enriquecer as crianças, e podem ser um livro, uma obra de arte ou um brinquedo educativo. Pelo menos um dos presentes é um símbolo da herança africana.

As velas

Sete velas são colocadas dentro do Kinara:
  • no centro há uma vela preta representando o primeiro princípio: união (Umoja);
  • à esquerda da vela preta estão três velas vermelhas, representando os princípios de auto-determinação(Kujichagulia), economia cooperativa (Ujamaa) e criatividade (Kuumba);
  • à direita da vela preta estão três velas verdes, representando os princípios de trabalho coletivo e responsabilide (Ujima), próposito (Nia) e  (Imani).

Os sete dias do Kwanzaa

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As velas do Kwanzaa
No primeiro dia do Kwanzaa, 26 de dezembro, o líder ou ministro convida todos a se juntarem e os cumprimenta com a pergunta oficial: "Habari gani?" (O que está acontecendo?), à qual eles respondem com o nome do primeiro princípio: "umoja". O ritual é repetido em cada dia de celebração do Kwanzaa, mas a resposta muda para refletir o princípio associado àquele dia. No segundo dia, por exemplo, a resposta é "Kujichagulia".
Em seguida, a família diz uma prece. Depois, eles recitam um chamado de união, Harambee (Vamos nos Unir). A libação é então realizada por um dos adultos mais velhos, e uma pessoa (geralmente a mais jovem) acende uma vela do Kinara. O grupo discute o significado do princípio do dia e os participantes podem contar uma história ou cantar uma música relacionada a esse princípio. Os presentes são oferecidos um a cada dia ou podem ser todos trocados no último dia do Kwanzaa.
O banquete do Kwanzaa é no dia 31 de dezembro. Ele não inclui só comida, é também um momento de cantar, orar e celebrar a história e a cultura africana.
O dia 1º de janeiro, o último dia do Kwanzaa, é um momento de reflexão para cada um e para todo o grupo. As pessoas se perguntam: "quem sou eu?" "sou realmente quem digo que sou?" e "sou tudo o que posso ser?" A última vela do Kinara é acesa e então todas as velas são apagadas sinalizando o fim do feriado.
Nas próximas seções, vamos ver em detalhes os elementos da celebração do Kwanzaa.

Celebrando o Kwanzaa: as tradições do feriado
Troca de presentes
Os presentes do Kwanzaa sempre incluem um livro, que representa o valor do aprendizado, e também pelo menos um símbolo da herança africana.
Milhões de africanos, não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo, celebram o Kwanzaa todos os anos. Eles se juntam com a família e os amigos para homenagear os ancestrais e as tradições africanas e olhar para seu futuro como povo. Eles se reúnem nas casas, nas escolas, nas igrejas e nos centros comunitários.
As cores oficiais do Kwanzaa são preto, vermelho e verde. Essas cores sempre tiveram um significado para os africanos (são as cores da bandeira africana), mas foram apresentadas aos afro-americanos por Marcus Garvey (em inglês), um líder nacionalista negro do início do século 20. O preto representa o povo africano; overmelho representa sua luta (sangue); e o verde é um símbolo de seu futuro. A maior parte da decoração do Kwanzaa é feita nas cores simbólicas do feriado.
As pessoas usam uma variedade de ítens decorativos que tornam suas casas mais festivas durante o Kwanzaa. Os ítens incluem cestas, arte africana, cartazes, a bandeira do país e os símbolos da colheita. O componente mais importante da casa é uma mesa onde se encontra a esteira (Mkeka), sobre a qual são exibidos os outros símbolos do Kwanzaa:
  • candelabro (Kinara) segura as sete velas (Mishumaa Saba). Uma vela do Kinara é acesa em cada dia da celebração. A vela preta do centro é a primeira a ser acesa. Uma vela é acesa a cada noite, começando pela última à esquerda (uma vela vermelha) e depois alternando entre uma vermelha e uma verde, de fora para o centro do candelabro;
  • Mazao (frutas e vegetais) é colocado em uma tigela ou uma cesta;
  • na esteira também é colocado o Muhindi (milho), um sabugo de milho para cada criança da casa;

O banquete do feriado
As afirmações da libação

À Mãe-terra, berço da civilização.
Aos ancestrais e seus espíritos indomáveis.
Aos anciãos, de quem podemos aprender muito.
Aos nossos jovens, que representam a promessa do amanhã.
Ao nosso povo, o povo original.
À nossa luta e em lembrança àqueles que lutaram por nós.
A Umoja, o princípio da união, que nos guiará em tudo que fizermos.
Ao criador (Nzambi Jinzambi - Deus dos Deus), que é o provedor de todas as coisas grandes e pequenas.
Em 31 de dezembro, os participantes organizam um grande banquete, oKwanzaa Karamu. O banquete é mais do que só comida, é também um fórum de expressão cultural que inclui música, dança e leitura.
Um programa típico de um Kwanzaa Karamu é mais ou menos assim:
  • kukaribisha (Saudações): apresentação e saudação seguida por música, dança, poesia e outras apresentações;
  • kuumba (Relembrar): reflexões culturais;
  • kuchunguza Tena Na Kutoa Ahadi Tena (Reavaliação e reforço do compromisso): um discurso breve feito por um convidado;
  • kushangilla (Exultação): leitura das afirmações da libação, seguida por uma bebida comunal servida na Taça da União, e leitura dos nomes de ancestrais e heróis negros, seguida por um jantar;
  • tamshi la tutaonan (Manifesto de despedida): leitura de uma afirmação de despedida acompanhada por uma conclamação de uma maior união.
A comida servida durante o Kwanzaa é uma mistura de sabores caribenhos, africanos e sul-americanos. Alguns pratos populares são quiabo frito, bananas, frango frito, sopa de feijão preto, presunto cozido e gumbo. Uma grande esteira (Mkeka) é colocada no centro da salão e toda a comida é disposta nela em destaque.
Para mais informações sobre o Kwanzaa e assuntos relacionados, veja os links na próxima página.